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7/19/2021

Desempenho e viabilidade da operação de sistemas de ar em ambientes controlados dependem de diversos aspectos



Custo com energia, despesa com filtros e números de trocas e paradas de produção, bem como mão de obra e descarte devem ser considerados.

Cerca de 70% do custo total da operação de sistemas de tratamento de ar para os ambientes que demandam qualidade do ar, como prédios públicos, hospitais e processos industriais de alimentos e bebidas, pintura automotiva, microeletrônica, entre outros, são destinados ao gasto com energia; 15% em despesas com filtros; 13%, com número de trocas por ano e paradas de produção; e 2%, com mão de obra e descarte. Por isso, durante o “Abra Talks”, evento virtual mensal da Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas – Automotivos e Industriais, no dia 13 de julho, Paul Gaston Cleveland, diretor geral da Camfil Lationamericana, abordou o tema “Filtros de ar para ambientes controlados” e, recomendou dedicar especial atenção à utilização de produtos com certificado de desempenho de eficiência energética e em conformidade com as normas. “Além de soluções mais eficientes em energia, na decisão de compra devem ser considerados não só os preços, mas as especificações dos produtos, bem como outras variantes econômicas, como otimização de soluções, custo logístico e produtividade, e também benefícios intangíveis, como confiabilidade, garantia, melhoria contínua e sustentabilidade/pegada de carbono”, afirmou Gaston.

Comentou que o ar interior pode ser até 50 vezes mais contaminado que o exterior e que 90% da vida se passa em locais fechados. “É fundamental manter a contaminação dentro dos parâmetros pré-determinados para proteção das pessoas, do meio ambiente, bem como para a qualidade final dos produtos manufaturados e durabilidade e eficiência de máquinas e equipamentos”, advertiu.

Entre as soluções de sistemas de tratamento de ar citou a UTA – Unidade de Tratamento de Ar, com ventiladores, serpentina e filtros; caixas terminais e de passagem e sistemas de recirculação.

Para as partículas maiores, citou entre os princípios de filtragem, o peneiramento e o impacto inercial, e para as menores e mais leves, a intercepção, difusão e atração eletrostática. 

Ao final de sua apresentação, destacou que é a combinação dos mecanismos de filtragem, que garantirá eficiência total, como a intercepção direta e inercial, intercepção e difusão.

Para o presidente da Abrafiltros, João Moura “o encontro foi esclarecedor quanto ao papel fundamental que os filtros exercem para a qualidade do ar que respiramos. Quando agregamos a este processo um olhar especial para a performance e melhor desempenho de máquinas e equipamentos, conseguimos ainda mais a sua eficiência.

O “Abra Talks” iniciou com a apresentação de Paul. Em seguida, Rafael Di Serio, da Celta Brasil, abordou o tema “Zeólita e mídias granulares aplicadas no tratamento de águas e efluentes”, e Eduardo R. Valenzuela, responsável pela área de suporte técnico e desenvolvimento para aplicação de plastisol e poliuretanos em filtros automotivos e industriais na Mastin, falou sobre “Adesivos para filtros automotivos”.

O próximo Abratalks acontece no dia 12 de agosto (quinta-feira) e vai abordar os princípios da filtração industrial, saneamento e seus impactos sociais e também a reciclagem de filtros automotivos. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do link: https://forms.gle/kM6NEU4Dcda9UGzk6

Sobre a Abrafiltros:
Criada em 2006, a Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas – Automotivos e Industriais – tem a missão de promover a integração entre as empresas de filtros e sistemas de filtração para os segmentos automotivo, industrial e tratamento de água e efluentes – ETA e ETE, representando e defendendo de forma ética os interesses comuns e consensuais dos associados.
 
Mais informações:
Verso Comunicação e Assessoria de Imprensa
www.versoassessoriadeimprensa.com.br

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