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9/18/2020

A transformação agile como diferencial competitivo



Método prioriza performance de grupos de trabalho para gerar equipes elevada, alta qualificação, empoderamento, simplicidade e flexibilidade e incentivo à inovação.  

O maior problema da competitividade no Brasil está relacionado com a baixa produtividade. Em 2018, o Brasil estava na 50ª posição entre 68 países no ranking mundial de produtividade do trabalho. Chega a ser 500% menos produtivo do que os países mais produtivos. Em 2019, ficou na 59ª colocação entre 63 países no ranking de competitividade, resultados, que segundo Pedro Martins, CEO das empresas PMhub e Dean da EABS, é fruto da gestão das empresas. “Vivemos num binômio – pessoas e tecnologia e é este binômio que vai resolver a baixa produtividade nas empresas do Brasil. Surge, agora, a oportunidade para sairmos desta situação com a transformação digital já que os países permanecem numa plataforma comum”, afirmou Martins, no “Programa Filtra Ação”, canal de conteúdo online da Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas – Automotivos e Industriais e das revistas Meio Filtrante e TAE, realizado no dia 9 de setembro. Mas, Martins ressaltou que a condição básica para a Transformação Digital ocorrer é a Transformação Agile, caso contrário ocorrerá apenas a digitalização de processos. “A Transformação Agile é essencial para a Transformação Digital e a revolução mais rápida e disruptiva, não temos oportunidade para desenvolver ações cosméticas”, comentou.

De acordo com Martins, a cultura Agile está baseada em performance elevada, alta qualificação, empoderamento, simplicidade e flexibilidade. Entre as características, citou equipes multi skills e auto-organizadas; incentivo à inovação e soluções disruptivas; priorizar as pessoas e a cadeia de valor do negócio em relação aos processos; segmentar a gestão e o desenvolvimento de projetos em pequenos ciclos com entregas rápidas; criar ambientes interativos e tornar os erros numa oportunidade de aprendizagem compartilhada. “O curador desta cultura e o pioneiro da transformação digital deveria ser o RH, mas isto geralmente não acontece”, alertou.

Numa organização agile, a estrutura organizacional também sofre mudanças. São em squads (colmeia), ou seja, pequenos grupos multidisciplinares, e organizados pela jornada do cliente. “Estruturas mais enxutas e não hierárquicas, com tendência de níveis intermediários desaparecerem”, ressaltou Martins, conciliando estruturas estáveis com organizações por projetos, entregas até cada 2 semanas e estratégias até cada 4 meses. “Carreiras se tornam praticamente inexistentes já que muitas contratações serão por projetos”, disse.

Também falou sobre o ambiente de trabalho. “Muitos dos espaços de trabalho, mais colaborativos e favoráveis a ouvir as ideias dos outros, estão sendo substituídos pelo trabalho remoto”, afirmou.

Com a Transformação Agile, disse que uma nova geração está sendo criada – Perennials, mais inovadora, empreendedora, madura, confiante, informal, independente, polivalente, menos consumista, mais espiritualizada e que valoriza a qualidade de vida e tem facilidade de utilizar a tecnologia.

Durante a apresentação, pontuou também as competências necessárias para a  Transformação Agile e Digital: disruptivo, experimental, colaborativo, empoderado, flexível, transparente, objetivo, auto-organizado e compromissado com o cliente. Sobre a gestão de desempenho, disse que é mais focada no grupo do que no indivíduo, cada grupo tem ciclos de avaliações diferentes, metas de curto prazo, feedback interativo, pessoa pode ter diferentes líderes e estar em diferentes equipes. Já a remuneração é mais personalizada, com incentivos em projetos complexos, com bônus pontuais recebido logo após o resultado e aumento por equipes.

Empresas exponenciais na nova Economia – Ao final da apresentação, Martins revelou que o RH das empresas aprendeu muito durante a pandemia, pois grandes projetos de transformação agile, digital e organizacional foram acelerados, bem como houve maior aproximação com colaboradores, mais dinâmica entre as áreas, mais humanização do trabalho, e o home office também acabou valorizando a comunicação e o trabalho colaborativo. “Muitas destas mudanças serão mantidas pelo RH, após a pandemia, como o home office e reuniões virtuais”, enfatizou.

Segundo Martins, o RH pode ter também papel muito importante na transformação exponencial das empresas na nova economia caso fomente os modelos de gestão baseados em dados para correr menos riscos. “É preciso entender as necessidades de novos mercados e inovar radicalmente serviços e produtos, diferenciar-se no mercado pelo propósito, ter obsessão por produtividade e performance, redesenhar o modelo accontability, fortalecer os fornecedores locais e não ter dependência dos globais, reduzir radicalmente custos e simplificar processos e estruturas organizacionais agiles”, concluiu.

Ao final do evento, João Moura, presidente da Abrafiltros, ressaltou a importância da transformação agile e digital para a sobrevivência das empresas brasileiras.

Para assistir o programa na íntegra, basta acessar o Canal TV Filtros no YouTube (www.youtube.com.br/tvfiltros). 

Sobre a Abrafiltros:
Criada em 2006, a Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas – Automotivos e Industriais – tem a missão de promover a integração entre as empresas de filtros e sistemas de filtração para os segmentos automotivo, industrial e tratamento de água e efluentes – ETA e ETE, representando e defendendo de forma ética os interesses comuns e consensuais dos associados.
 
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Verso Comunicação e Assessoria de Imprensa
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