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Inovação e Transformação Digital: essenciais para reverter baixa participação da indústria no PIB

Grande parte das indústrias ainda não conta com a maturidade adequada em inovação e transformação digital, Prof. Dr. Gustavo Donato, alerta para esses dois movimentos tão poderosos para a eficiência e competitividade das companhias.  
 
A indústria em uma Nação é o elemento central do desenvolvimento econômico que sempre esteve ligada à construção de produtos e soluções de alto valor agregado, geração de emprego, crescimento de PIB, de densidade tecnológica. Mas, o setor já teve uma participação no PIB brasileiro bem mais pujante e, agora, bem mais modesta nas últimas décadas, e, isto, é preciso reverter. Foi o que afirmou o Prof. Dr. Gustavo Donato, Conselheiro de empresas e Professor Associado da Fundação Dom Cabral, no décimo segundo episódio do Abra Talks da ABRAFILTROS – Associação Brasileira das Empresas de Filtros Automotivos, Industriais e para Estações de Tratamento de Água, Efluentes e Reúso, transmitido pela TV Filtros/Youtube, que abordou o tema “Indústria & Negócios do Amanhã: Visão, Inovação e Pessoas”.
 
Donato explicou que a balança comercial é positiva, a exportação é maior que a importação. No entanto, os envios aos mercados externos são de commodities, minério de ferro, milho, soja, que têm valor agregado pequeno. Já a importação é de alta densidade tecnológica, com maior valor agregado. “Embora seja positiva, se faço um recorte e pego produtos mais tecnológicos e de valor agregado é deficitária e só está caindo”, alertou Donato, acrescentando: “Precisamos agir porque crescimento do PIB tem a ver com indústria e engenharia fortes”. 
 
Inovação e transformação digital na indústria – São dois movimentos complementares, pilotarmos inovação dentro da indústria, não é fazer reparos dentro do parque industrial que já existe. “Estamos atrasados em vários setores e precisamos acelerar a indústria 4.0 e 5.0, a inovação e a tecnologia é a base para isto, mas precisa de uma engenharia sofisticada para fazer este movimento”, comentou. Sobre a transformação digital, disse que impacta não só a inovação positivamente, mas também os produtos, processos e soluções entregues ao mercado, bem como a empresa, melhorando a eficiência operacional. “O grande problema é que muitas empresas ainda não estão na maturidade adequada nesta área de transformação digital, não têm sequer ERP”, afirmou Donato, alertando: “Cuidado! Não dá queimar os passos e começar a falar em IA (Inteligência Artificial)”. Segundo o professor, a transformação digital, inclusive com a IA na ponta, é um dos movimentos mais poderosos de eficiência e competitividade das companhias. “Movimentos como Nova Indústria Brasil, os empresários precisam aproveitar. Tem mais dinheiro na mesa do que projeto. Há 2,8 bilhões de recursos não reembolsáveis via Finep e EMBRAPII – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, ligadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, como empresas precisamos aplicar bons projetos”, ressaltou.
 
Destacou que o investimento em inovação deve ser constante, em produto, processo, modelo de negócio, sem esquecer que ela pode ser incremental, radical ou disruptiva, e há necessidade de olhar para as três.
 
Instituto Brasil Digital tem função relevante – Donato, que também preside o Conselho Deliberativo do Instituto Brasil Digital, explicou que para ajudar todos os setores da economia, o Instituto, que é apartidário e não tem fins lucrativos, compartilha Cases de Sucesso de transformação digital de empresas, que, usando tecnologia, criaram boas práticas e ganharam mais competitividade e se tornaram protagonistas. Também é sua missão ajudar a viabilizar políticas públicas, entre elas, ajudou o Movimento Brasil Competitivo na criação do eDigital – Estratégia Brasileira para a Transformação Digital, e, agora, está auxiliando na Estratégia Brasileira para a Educação e Capacitação Digital – EBECD. “Chave para treinarmos nossa juventude nas tecnologias digitais que pautam a nossa economia”, disse Donato, acrescentando: “A IA vai eliminar cerca de 75 milhões de empregos nos próximos 5 anos, mas vai criar 130 milhões de novos empregos, mas será que o emprego novo criado será para a mesma pessoa que perdeu?”. Terá que passar por processo de reciclagem e aprendizado, o que demonstra a importância da EBECD – Estratégia Brasileira para a Educação e Capacitação Digital.
 
Falou também sobre a importância e o papel de grandes lideranças governamentais e empresariais e de políticas públicas norteadoras de grandes missões para transformar a economia, alinhando os vetores – cadeias produtivas, pesquisas, universidades, para objetivos comuns e também para formar visões de médio e longo prazos bem estruturadas e que se transformem em estratégias e num plano. 
 
O videocast ainda abordou, entre outros assuntos, o perfil dos profissionais do futuro, para assistir na íntegra, basta entrar no link: https://www.youtube.com/watch?v=c-gHLuZy64c&t=32s.
 
Sobre a Abrafiltros:
Criada em 2006, a ABRAFILTROS – Associação Brasileira das Empresas de Filtros Automotivos, Industriais e para Estações de Tratamento de Água, Efluentes e Reúso – tem a missão de promover a integração entre as empresas de filtros e sistemas de filtração para os segmentos automotivo, industrial e tratamento de água, efluentes e reúso, representando e defendendo de forma ética os interesses comuns e consensuais dos associados.
 
Mais informações:
Verso Comunicação e Assessoria de Imprensa
Jornalista responsável – Majô Gonçalves – MTB 24.475
www.versoassessoriadeimprensa.com.br

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