Para Mercedes-Benz, mercado de caminhões pode crescer até 10%

11/1/2017

Leoncini, VP da companhia, avalia como positivas as novas regras do BNDES


GIOVANNA RIATO, AB

Leoncini percebe sinais de melhora no ambiente de negócios
Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas, marketing, peças e serviços da Mercedes-Benz no Brasil, é mais uma voz a fazer coro com os executivos que esperam que as vendas de caminhões enfim voltem a crescer em 2017. É difícil projetar, ele diz, apostando em expansão de 6% a 10%. “É uma alta menor do que a desejada”, admite, lembrando que a há alguns meses a perspectiva era de aumento mais expressivo.

O executivo percebe alguns indícios da tendência de crescimento. Leoncini enumera medidas do governo que, na visão dele, melhoram o ambiente de negócios. Ele cita ações como a flexibilização das leis trabalhistas, a aprovação do cadastro positivo de crédito, movimentações para conter o rombo na previdência, além da PEC que limita os gastos públicos. “Somado à expectativa de boa safra de grãos, estes fatores devem estimular a compra de caminhões”, aponta, destacando que o número de consultas de clientes interessados em renovar a frota começa a aumentar. 

Cálculo do vice-presidente indica que atualmente de 40% a 50% dos veículos das empresas que atuam no agronegócio estão ociosos. Segundo ele, este porcentual deve diminuir gradativamente nos próximos meses com a necessidade de escoar a nova produção de grãos. Com isso, aponta, a tendência é que as empresas comecem enfim a renovar estes veículos. “Caminhão mais antigo tem custo muito maior. Quando coloca na ponta do lápis o transportador fica inclinado a trocar.” 

NOVAS CONDIÇÕES DO BNDES 

O executivo também entende como positiva a definição de novas regras para financiamento pelo Finame/BNDES, linha de crédito subsidiada pelo governo. Logo no início do ano foram anunciadas regras mais rigorosas para financiamentos com juros indexados pela TJLP, atualmente a taxa mais vantajosa. “Pelo menos temos um horizonte claro, de três anos, com definição das regras. Com isso, o cliente não vai segurar a compra esperando que a regra mude no dia seguinte”, aponta. 

Leoncini destaca inclusive, que as condições do BNDES ficaram mais interessante em alguns aspectos. “Mudou a faixa de faturamento para a pequena empresa, que antes era de R$ 90 milhões por ano e agora é de R$ 300 milhões. Assim, mais clientes vão se encaixar na categoria e ter acesso a condições melhores de financiamento”, observa. Por outro lado, o executivo avalia como pouco eficazes as medidas para oferecer crédito a condições mais competitivas para caminhões e ônibus menos poluentes, como elétricos e híbridos. 

“Como uma linha subsidiada, acho positivo incentivar o que é interessante para a sociedade. Foi uma iniciativa na direção certa, mas descompassada. Mesmo com desconto no financiamento, estes veículos chegam a custar quatro vezes mais caro do que as versões a diesel. Além disso, falta infraestrutura de recarga.”

    Fonte: Automotive Business

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