ISO 16890: uma revolução nas normas de filtros de ar

11/1/2017

por Suzana Sakai



Respirar é um instinto natural e essencial para a vida. O ser humano respira a cada quatro segundos. Em grandes centros urbanos, onde há altos índices de poluição, a cada respiração de uma pessoa são inaladas mais de 50 bilhões de partículas nocivas à saúde. Neste cenário, um ar limpo, com qualidade e sem riscos para o organismo humano é algo de extrema importância para o futuro da humanidade e é exatamente isso o que promete a International Organization for Standardization (ISO) com a publicação da ISO 16890, que define procedimentos de testes e sistema de classificação para filtros de ar usados em equipamentos de tratamento de ar. 

A iniciativa é considerada como um marco na normatização de filtros de ar por harmonizar duas normas já existentes no mercado: a EN779:2012 e a ASHRAE 52.2. Com a nova norma, as confusões comparativas serão evitadas e ficará mais fácil definir o valor agregado do produto e suas aplicabilidades. Além disso, o comércio mundial será padronizado, já que a ISO 16890 tem abrangência global. “O conteúdo obteve aprovação de 100% dos países e possui procedimentos de testes e sistema de classificação mais intuitivos, transparentes e simples, que garantirão filtros com melhor desempenho, mais qualidade do ar interior e consequentemente mais proteção para o ser humano”, afirma o diretor de vendas & marketing da Camfil Latin America, Sergio Sato. 
É importante destacar que a criação da ISO 16890 teve como uma das premissas o impacto comprovado da qualidade do ar na saúde humana, pois enfatiza a importância de se testar e classificar filtros com eficiências baseadas em PM1, que constituem o grupo de partículas com menor dimensão (<1µm) e mais nocivas ao organismo humano atualmente, como, por exemplo, fuligem, diesel, vírus, etc.




O que mudou?

A ISO 16890 harmonizou a EN779:2012 e a ASHRAE 52.2 nos quesitos método de ensaio, descarga eletrostática, ensaio gravimétrico e classes de eficiência. 

Em diversos aspectos, o novo procedimento de testes se mostra mais exigente, o que garantirá filtros com melhor desempenho, mais qualidade do ar interior (IAQ) e consequentemente mais proteção para a saúde humana. Prova disso é a inclusão de testes com 3 dimensões de particulados entre 0,3µm e 10µm, incluindo PM1. Na EN779:2012, o teste de eficiência é para partículas de 0,4 µm; já na ASHRAE 52.2 o teste é para partículas entre 0,3µm e 10µm e classificações baseadas em resultados para classes de eficiência E1, E2 e E3 – MERV. Ao harmonizar as duas normas, a ISO 16890 define que os testes de eficiência devem ser para partículas entre 0,3µm e 10µm e classificações baseadas em resultados para PM1, PM 2,5 e PM10. 

Confira no quadro abaixo um comparativo entre as normas atuais e a ISO 16890.


As novas classificações para análise e verificação da performance dos sistemas de filtragem são baseadas em quatro grupos principais: ISO Coarse; ISO ePM10; ISO ePM2,5; ISO ePM1. Cada grupo possui subdivisões para definir as classes de filtragem.  Os filtros podem ser classificados em mais de um grupo, porém o fabricante deve definir apenas um grupo e uma classificação que deve estar descrita na etiqueta do produto. “Por exemplo, um modelo por ser classificado como ISO ePM1(85%) e ISO ePM10(95%), e o fabricante terá que escolher em qual classificação ele irá posicionar o produto”, explica Sergio. 
Os ensaios para perda de carga e eficiência são os mesmos utilizados atualmente pelas normas EN779 & ASHRAE 52.2, porém utiliza DEHS (óleo) para gerar partículas mais finas (=/<1µm). “Já o método de descarga eletrostática exige que toda carga seja removida do material do filtro por meio de álcool isopropílico e que a estrutura das fibras permaneça intacta. Para filtros ePM1 e ePM2,5, as medições serão feitas antes e depois da descarga eletrostática e a eficiência reportada será a média entre esses dois valores e deverá apresentar eficiência inicial maior que 50% e eficiência após a descarga acima de 50% (para ePM1 e ePM2,5). O teste gravimétrico deve utilizar o pó ISO, que possui particulados de dimensões muito menores que o pó ASHRAE além de refletir com mais assertividade as condições atuais”, conta Sergio. 


Mercado

A iniciativa possui abrangência global e irá padronizar o mercado mundial de filtros. No Brasil, a implantação da ISO 16890 está em tramitação na Comissão de Estudo Especial de Equipamentos para Limpeza de Ar e Outros Gases (CEE) 138 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “De qualquer forma, é recomendável que as empresas se familiarizem com as novas classificações e metodologia de testes, pois eventualmente serão solicitadas a se adequar, principalmente as multinacionais que poderão receber instruções de compliance corporativos de matrizes localizadas em mercados nos quais a implementação da ISO 16890 esteja mais avançada”, alerta Sergio. 

A Camfil não apenas está preparada para a ISO 16890 como apoia a nova norma. 

A Camfil possui equipamentos de testes totalmente adequados para a ISO 16890 e já elabora os ensaios de acordo com os novos procedimentos, pois a proposta de se melhorar a qualidade de vida da sociedade está alinhada com a visão do grupo Camfil de fazer do ar limpo um direito do ser humano, e isso nos basta para suportar incondicionalmente essa nova norma. Além da tecnologia e atualização global de nossos profissionais em relação a nova ISO, iniciamos uma campanha global de conscientização da sociedade sobre os riscos da qualidade do ar interno devido à presença de partículas extremamente nocivas à saúde. A campanha se chama Take a Breath e está sendo amplamente divulgada em todo o mundo através de mídias sociais, inclusive no Brasil”, conta Sergio. 

 

Contato da empresa:

Camfil: www.camfil.com.br

Fonte: Revista Meio Filtrante

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