E-max, a evolução do filtro de combustível

9/1/2017

Entre as principais fabricantes de filtros no mundo, a Parker lançou uma nova geração de filtros ecológicos durante evento realizado em 21 de novembro na planta de São José dos Campos, no interior de São Paulo: o E-max, um filtro ecológico inovador desenvolvido inteiramente no Brasil, que representa um marco tão importante para a empresa quanto a conceituada linha Racor.  
A principal característica do E-max está em substituir o metal tradicionalmente empregado em boa parte dos filtros no mercado por plástico de engenharia, com novidades e atributos que o credenciam a substituir, gradativamente e com vantagens, a própria linha Racor. 
Inicialmente serão fabricados filtros de combustível para veículos pesados e devido aos excelentes resultados obtidos, já estão em desenvolvimento aplicações para outros segmentos, como ar e óleo lubrificante.
Na inauguração, Cândido Lima, presidente da Parker Latin America, elogiou a equipe envolvida “pelo esforço fantástico e, o mais importante, o entendimento do trabalho conjunto, ouvindo a voz do cliente, pensando nas tendências e fazendo com que um projeto tão significativo se concretizasse”. 
Paulo Nascimento, gerente de marketing e vendas, destacou o alcance da iniciativa: “Este é um momento importante na vida de todos da equipe e da própria Parker. Estamos hoje iniciando o futuro, com um produto que além de alta performance, leva em seu DNA o conceito ambiental de filtração”.
Como líder do projeto, o engenheiro de produtos Daniel Araújo homenageou cada membro da engenharia de inovação, agradeceu a Parker por acreditar na ideia, à divisão pelo suporte necessário e ao time de projeto, “ressaltando que esse produto é 100% nacional, concebido e construído aqui, pelos engenheiros dessa divisão”. O E-max já foi testado com sucesso por clientes da Parker e deverá ganhar mercado no decorrer de 2017.


 

Ouvir o cliente 
Fruto de mais de dois anos e meio de desenvolvimento e investimento de R$ 2 milhões, o E-max nasceu da filosofia da Parker em ouvir e atender as necessidades dos clientes. Araújo conta como a ideia surgiu: “Eu e o Paulo Nascimento fomos fazer uma visita de rotina a uma montadora, e, em uma conversa no café, foi comentado que lançariam um veículo novo no fim de 2017 - estávamos no final de 2015. Dessa conversa surgiu a ideia de desenvolver algo totalmente novo, mais leve e eficiente.  E aí, tudo começou”, relembra. 
Inicialmente voltado a uma necessidade específica, o projeto ganhou corpo e se transformou em um produto versátil, criado para atender a diversas aplicações e segmentos. 
“Fizemos diversos testes de eficiência de separação de água, vazão, design, pressão e, principalmente, temperatura de trabalho, em condições extremas de até 120°C. Os resultados convenceram as montadoras a aceitar o nosso projeto, pois a temperatura é um grande paradigma”, explica Araújo. “Sempre há dúvida se o plástico resiste a altas temperaturas. Nós provamos que resiste e pode ser uma matéria-prima de excelente custo-benefício e confiabilidade”, salienta.
O propósito inicial foi plenamente atingido: “Em atendimento à necessidade do cliente em diminuir o peso do veículo, chegamos a um produto 50% menor, mais leve e inovador”, destaca Araújo.



Parker em processo de aquisição da Clarcor
Negociação é avaliada em US$ 4,3 bilhões
O grupo Parker Hannifin anunciou em 1º de dezembro, acordo para aquisição definitiva da Clarcor Inc., envolvendo 6.000 colaboradores, as marcas Clarcor, Baldwin, Fuel Manager, PECOFacet, Airguard, Altair, BHA, Clearcurrent, Clark Filter, Hastings, United Air Specialists, Keddeg e Purolator, e o faturamento de US$ 1,4 bilhão em todo o mundo. 
No encerramento do processo, que adicionará um grande número de produtos, processos e tecnologias em filtração industrial de ar e líquidos ao portfólio da Parker, a Clarcor passará a fazer parte do grupo Parker Hannifin.
“A união da Parker e a Clarcor é altamente complementar e oferece uma grande oportunidade de combinar nossa força em mercados internacionais e OEMs, com a destacada presença da Clarcor nos Estados Unidos e elevada percentagem de vendas recorrentes no aftermarket”, declarou Tom Williams, presidente e CEO da Parker Hannifin. 




Simulações virtuais 
O desenvolvimento do E-max envolveu simulações virtuais de fluxo, eficiência e análise computadorizada dos elementos injetados, para avaliar as influências que o plástico seria submetido no processo de injeção e a resistência durante a aplicação. 
“Como partimos do zero, não sabíamos se a ideia iria funcionar. Na época, nos preocupamos antes de investir dinheiro em ferramental, em fazer protótipos impressos para verificar as interfaces, inclusive de conexão com o cliente, validar as patentes e análises para o fechamento prévio do conceito”, conta Araújo.
Toda a preocupação se justifica, uma vez que o E-max nasceu com a evolução da já estabelecida linha Racor. “Estamos substituindo um produto consolidado desde 1987 e que nunca quebrou em campo, por um produto com matéria-prima em plástico. Por isso, todos os esforços estavam voltados a manter a melhor performance e resistência, com o menor peso bruto possível. As simulações nos ajudaram muito para chegar ao produto final”, avalia Araújo.




Vantagens
Além da performance, redução de peso e a possibilidade de uso de outros tipos de meio filtrante, Araújo destaca a confiabilidade e versatilidade dos filtros E-max: “São seis tipos de conexões disponíveis e aplicadas diretamente no cabeçote, o que simplifica o processo produtivo, além de contar com opcionais como sensor de restrição, aquecedor no copo, sensores de pressão e presença de água”. 
O E-max ainda amplia a segurança contra vazamentos: “Nos filtros Racor do tipo spin on, compramos o conector usinado e fazemos a montagem, o que gera potenciais de vazamento. No E-max, a conexão que o cliente precisa já sai direto da máquina injetora, no momento da produção do cabeçote. Assim, eliminamos os potenciais de vazamento e melhoramos a estanqueidade na aplicação”, explica.  
O uso do E-max também contribui para a fidelização do cliente e garantia da qualidade do processo de filtração: “Devido ao cabeçote do filtro ter um sistema exclusivo e patenteado, o usuário somente pode utilizar elementos filtrantes originais, senão o sistema corta a passagem de combustível por medida de segurança e proteção do motor”. 




Flexibilidade
O E-max é um filtro versátil que pode ser utilizado em diversos segmentos, como agrícola, mineração, construção, entre outros. Além do filtro de combustível, a Parker está desenvolvendo outros tipos de aplicação e promete lançamentos em um futuro próximo. 
Paulo Nascimento cita um exemplo: “Até alguns anos, era inimaginável colocar plástico numa parte quente do motor. Durante os dois anos e meio do projeto, vimos que isto é possível e trabalhamos com várias montadoras para desenvolver tanto filtros de óleo lubrificante, como filtros finais de combustível montados diretamente no motor”. 
Na linha E-max, o meio filtrante pode ser trocada de acordo com cada tipo de aplicação. “Por exemplo, para etanol é utilizado um tipo de meio filtrante, e assim também para o biodiesel, diesel ou outro combustível, o que possibilita atender necessidades específicas de cada cliente”, complementa Araújo.  
“É importante aumentar o market share junto ao nosso próprio cliente, além de proporcionar experiências significativas para novos clientes com os produtos Parker. Além dos já reconhecidos filtros de combustível Racor, estamos presentes em diversos filtros para veículos pesados, como filtro de ar, lubrificante, entre outros. Queremos colocar a tecnologia e inovação do E-max em todas as nossas filtrações, podendo desenvolver e substituir o metal pelo plástico”, afirma Nascimento. “Com isso, proporcionamos diversos benefícios aos usuários finais, como redução do peso do filtro, redução de materiais e custo para reciclagem, já que o processo de descarte considera o peso do filtro após uso para contabilização de valores”, enfatiza.




Apelo ecológico
Por ser fabricado em plástico de engenharia, o E-max é mais leve, facilitando a troca e o descarte, enquanto o Racor é feito de aço e com vários componentes internos que aumentam as etapas envolvidas no processo. 
Trabalhado numa visão ecológica, com o novo filtro o consumidor substitui somente o elemento filtrante, em vez de toda a carcaça.  Segundo Araújo, isso representa grande vantagem: “Há redução de 50% de peso se comparado a um filtro de metal, além da redução da massa do elemento filtrante em torno de 70%”, afirma. 
O peso menor contribui para a diminuição da geração de resíduos e do custo da reciclagem, uma vez que as empresas aplicam os valores baseados no peso específico do filtro após o uso. 
“Com o E-max, o descarte é simplificado e haverá uma redução significativa do custo. Hoje é preciso separar as peças metálicas, plásticas e o papel do elemento filtrante, para que sejam destinados corretamente. No novo filtro, o principal resíduo é o elemento filtrante, gerando grande economia pela menor quantidade e peso do material a ser reciclado”, esclarece Nascimento. 
“Reduzir custos para nossos clientes é um dos pontos principais no desenvolvimento de produtos. O E-max cumpre esse propósito, pois além da redução de peso e custos no descarte, irá proporcionar ao cliente menor custo de manutenção e armazenagem, já que a troca será mais rápida e a área reduzida no estoque”, complementa. 


 


Benefícios da linha E-max
Ecológico – menor geração de resíduos e custo de reciclagem;
Sistema patenteado – garantia de qualidade, retenção de pós-venda e de mercado para elementos filtrantes originais;
Menor custo e tempo de manutenção – aquisição e substituição somente do elemento filtrante;
Estanqueidade – menor risco de vazamento. Os conectores são aplicados no cabeçote do filtro durante o processo de injeção;
Redução de massa – 50% em relação ao mesmo filtro da série 400 e elemento filtrante cerca de 70% mais leve; 
Confiabilidade – produzido no sistema Poka Yoke, com dispositivos à prova de erros que evitam a ocorrência de defeitos de fabricação;
Rastreabilidade – cada filtro passa por rigorosos testes de qualidade, com número de série que permite identificar o histórico e resultados;
Inovação – Construído em plástico de engenharia por processo produtivo diferenciado, com substituição apenas do elemento filtrante;
Versatilidade – Possibilidade de uso de vários tipos de meio filtrante e aplicações;
Alta capacidade – vazão de até 600 litros por hora;
Disponibilidade – linha preparada para produzir 80 filtros por hora. 



Qualidade e rastreabilidade
Wesley Pummer, engenheiro de processo da Parker, ressalta o empenho constante da organização com a segurança e a qualidade da nova linha: “Empregamos o sistema Poka Yoke, com dispositivos à prova de erros que evitam a ocorrência de defeitos no processo de fabricação. Tudo é monitorado e as máquinas têm cortina de luz, o que garante a perfeita execução na montagem dos componentes”, explica. 
“Todas as etapas e resultado dos testes, inclusive a verificação de passagem de fluxo, ficam guardados no banco de dados e é gerado um código de rastreabilidade, onde cada peça tem seu registro específico. Em qualquer eventualidade, conseguimos identificar a peça envolvida e os testes executados”, ressalta Pummer. Na Parker, a segurança dos colaboradores é prioridade. “Em todas as linhas de montagem, a máquina desarma automaticamente se for executada qualquer ação inadequada ou situação que possa trazer risco ao operador, minimizando a possibilidade de acidentes”, complementa. 



Histórico de inovação 
A Parker é reconhecida mundialmente pela tradição inovadora e desempenho de suas linhas de filtração. Especialmente no segmento dos filtros separadores de água do diesel, a Racor criou em 1983 o meio filtrante patenteado Aquabloc®, que tem a vantagem de dispensar o uso de bobina no processo de separação.
“Devido ao FH ser um filtro grande e pesado, com a tecnologia do papel filtrante Aquabloc®, conseguimos em 1984 diminuir o tamanho do filtro e criamos um novo conceito, o spin on série 200”, explica Paulo Nascimento.
Em 1985, a Racor passou a ser uma divisão da Parker, fortalecendo ainda mais a marca. Em 1987, com a evolução do mercado, o filtro série 200 ficou pequeno para aplicação nos veículos e foi criada uma nova série de filtros 600 e 400, com vazões maiores de até 600 litros por hora.
“Agora iniciamos um novo ciclo de inovação com a linha E-max, um produto diferenciado e com grande apelo ecológico, demonstrando na prática a filosofia da Parker em acompanhar as tendências globais e buscar maior eficiência com redução de custos”, diz Nascimento. 




Participação colaborativa
Desde que assumiu a presidência da Parker Latin America em 2012, Cândido Lima iniciou uma mudança cultural na companhia. “Tenho incentivado o engajamento dos colaboradores, com equipes de alta performance onde todos são treinados para que entendam as expectativas e como podem contribuir para que as metas sejam alcançadas, dentro e fora da sua estação de trabalho. São 10 princípios de atuação e as ideias são sempre bem-vindas”, ressalta Lima, que está há 14 anos na companhia. 
A comunicação é peça fundamental na gestão. “Ao visitar uma planta, faço reunião com um grupo de colaboradores, chamada Diálogo com o Presidente. Conversamos sem PowerPoint ou agenda definida, para nos conhecermos melhor, ouvirmos sugestões e passar também o que está acontecendo dentro da empresa”, explica. 



Entre os programas destaca o Caçadores de Eficiência, ferramenta na qual os colaboradores podem sugerir ideias tanto ambientais quanto de redução de custos e melhoria de processos, em suporte à inovação contínua dos produtos, gerando maior envolvimento nas atividades da empresa e com os clientes. 
“Identificamos que muitas pessoas não conhecem o potencial de filtração dentro de um veículo. Por isso, realizamos reuniões mensais com o apoio dos especialistas de vendas e levamos informações sobre os produtos e a variedade de aplicações, na qual participam as áreas de produção, compras, logística, entre outros”, conta José Augusto, gerente de unidade de negócios. 
A empresa também valoriza a integração do colaborador como pessoa e a comunidade, abrindo a fábrica para visitas periódicas de familiares e de escolas. “Quando o engajamento é genuíno, vemos o brilho nos olhos do colaborador. Ele percebe que pertence a algo maior”, afirma José Augusto.  



Os programas estão em linha com a política de inovação mundial Winovation, implantada pela Parker em todas as suas unidades. “Como resultado do engajamento, todos compreendem a necessidade de implementar os projetos no tempo certo, ao custo correto, em todos os níveis da organização. Respiramos Lean sempre pensando na melhoria contínua e temos colaboradores motivados para que as coisas deem certo”, diz Paulo Nascimento.

Sempre à frente
Diante das perspectivas de mercado, a Parker já trabalha em aprimoramentos do sistema E-max: “Estamos constantemente analisando possibilidades de evolução, sempre buscando a inovação e modernização da linha”, comenta José Augusto.
“O lançamento da linha E-max simboliza a visão da Parker, de ouvir o cliente, entender suas necessidades, tendências de mercado e não viver só do momento presente, mas olhar para o futuro, nos mobilizando para sempre estarmos um passo à frente”, finaliza o presidente Cândido Lima.  


Parker Hannifin

Site: www.parker.com.br
Tel.: 12 4009-3500

Fonte: Revista Meio Filtrante

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