Economia brasileira melhora em 2017, mas com ressalvas

6/12/2016


PIB volta a apresentar pequeno crescimento, produção industrial alcança níveis de 2010 e haverá queda na inflação. Mas mercado internacional e outros fatores influenciarão a trajetória da economia brasileira.

Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços feitos no país, deve voltar a crescer em 2017, após a queda registrada em dois anos seguidos no nível de atividade econômica no Brasil. O crescimento esperado para o ano que vem tende a ser pequeno, de 1,5%, mas a produção industrial voltará a níveis de 2010, quando registrou 10,5%. Esta foi a previsão do Prof. Dr. Roberto Dumas Damas, mestre em economia pela Universidade de Birmingham (ING), em palestra sobre a economia brasileira, promovida na Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas - Automotivos e Industriais, durante o Ciclo de Palestras Abrafiltros 2016.

Segundo o palestrante, o PIB, que registrou retração de 3,8% em 2015, pode sofrer contração de até 3,3% em 2016. A inflação, que chegou a 10,67% em 2015, está caindo, alcançando 7,0% em 2016 e 5,0% em 2017. “As taxas de juros até cairão no Brasil, mas com menor intensidade, devido ao efeito Trump”, explica.

Nos Estados Unidos, segundo Dumas, a inflação deve subir, o câmbio continuará sendo depreciado e a produtividade poderá cair. “Juros mais altos e protecionismo de Trump não serão bons para os mercados emergentes e suas moedas”, comentou.

No Brasil, apesar de muitas empresas apresentarem dívidas e o desemprego alcançar 13% no final de 2017, o que afeta a renda dos trabalhadores, há uma luz no fim do túnel, com as reformas fiscal e da previdência, forte base aliada do novo governo e boa equipe na economia.

“No entanto, não vejo possibilidade de crescimento sustentável de mais que 4% até 2030 no Brasil”, advertiu. De acordo com Dumas, para alcançar crescimento sustentável, há necessidade não só de maiores investimentos em infraestrutura como forma de eliminar “gargalos” logísticos e aumentar a produtividade da economia brasileira, mas também em educação. Em relação à qualidade de infraestrutura, o País ficou na 123ª colocação, aquém do que se esperaria pelo seu nível de renda. “Para atingir a média mundial, até 2030, o Brasil precisará mais do que dobrar seus investimentos em infraestrutura”, conclui.

Sobre a Abrafiltros:
Criada em 2006, a Abrafiltros - Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas - Automotivos e Industriais – reúne os principais fabricantes de filtros automotivos e industriais do País. A entidade nasceu da necessidade do segmento ser representado e promove ações visando o desenvolvimento e fortalecimento do setor.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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